sábado, 30 de abril de 2011

Dica de Leitura: Confidencial (Ivana Arruda Leite)

O que realmente se passa na cabeça de uma adolescente? A partir das conversas com sua sobrinha, a autora deste livro compôs um diário extremamente atual sobre os dilemas de uma garota de 15 anos numa cidade grande do Brasil. O relacionamento com os pais e os colegas, os namoros, os ciúmes, as baladas, os forrós, a inquietação profissional, as drogas, a religião e um sem-número de problemas do mundo contemporâneo são tratados pela autora num texto saboroso, com altas doses de humor e boas dicas para não se meter em encrencas. 

IVANA ARRUDA LEITE no CEU EMEF VILA CURUÇÁ

Na quarta feira, dia 27 de abril, os alunos da 6ªA e 6ªB receberam com muito carinho e empolgação a autora IVANA ARRUDA LEITE que apresentou um pouco da sua história, suas obras e atenciosamente respondeu as dúvidas da turma.
Foi muito agradável!!!
Até o próximo encontro...

sábado, 9 de abril de 2011

FORA DE ORDEM

Já dizia Caetano: "Alguma coisa está fora da ordem"... Mas antes de Caetano, há no capítulo 59 de  Isaías  palavras que nos mostram o que é estar separado e distante de DEUS: são maldades... é não conhecer o caminho da paz... é viver em sombras densas... é não evitar o mal... Acho que a atitude desse indivíduo, que entra na escola para matar, é o grito de uma sociedade que está distante de DEUS... Mas que tem a oportunidade para refletir e buscar a claridade...

"O Senhor será a sua luz, para sempre, e os seus dias de tristeza terão fim" Isaías 60:20b 

sábado, 2 de abril de 2011

Não há vagas (Ferreira Gullar)

 
O preço do feijão
não cabe no poema. O preço
do arroz
não cabe no poema.
Não cabem no poema o gás
a luz o telefone
a sonegação
do leite
da carne
do açúcar
do pão.
 
O funcionário público
não cabe no poema
com seu salário de fome
sua vida fechada
em arquivos.
Como não cabe no poema
o operário
que esmerila seu dia de aço
e carvão
nas oficinas escuras
 
– porque o poema, senhores,
está fechado: “não há vagas”
Só cabe no poema
o homem sem estômago
a mulher de nuvens
a fruta sem preço
 
O poema, senhores,
não fede
nem cheira.

O que não cabe no poema (Larissa Aparecida 6ª A)

Não cabe no poema
Bullying
Não cabe no poema
o preço do alimento
Não cabe no poema
o salário mínimo

No poema não cabe
a vida vazia
Não cabe a pobreza
a solidão

A miséira,
a fome
o mau comportamento
o desrespeito
não cabe a
escravidão

Não cabe a falta de caráter
A falta de igualdade

O palavrão
Não cabe no poema
Não cabe nada disso

Não cabe a energia
que cobram a internet
que todos precisam

O trem, o metrô
o ônibus, os carros
que poluem o meio
ambiente

A intriga entre
os cristãos
a pedofilia

Os animais
sendo maltratados
as crianças
sofrendo

Não cabe as
pessoas sem
abrigo

Os prontos socorros
sem médicos
crianças fora da
escola
crianças trabalhando
o frio, a chuva
nem o calor

Não cabe países se acabando
Não cabe qualquer
tipo de vício

Não cabe
Não cabe
Não cabe no poema

Por que não cabe no poema (Por Giulia 6ªA)

Por que não cabe no poema
As contas que fazemos todos os dias?
Por que não cabe no poema
O racismo e o bullying?

Por que não cabe no poema

A melodia e seus suingues?
Por que não cabe no poema
O aumento da corrupção?
Que aumenta o preço da alimentação

Com o salário
mpinimo que não
conseguimos pagar
as contas e sua
própria sobrevivência?

Mas no poema
tem o sentimento
do artista que
às vezes alegra
seu dia
Mas nunca mostra
a realidade da
própia vida

Que em um
minutinho essa
alegria do poeta
pode se acabar

quarta-feira, 9 de março de 2011

As escolhas de Davi Maurício (5ªsérie A)

Ou eu pego um sol, ou eu tomo chuva
Ou eu vou terça, ou eu vou segunda

Ou eu jogo videogame, ou eu vejo TV
Ou eu chamo meu primo, ou eu chamo você

Ou eu vou a Janaina, ou eu vou a Maya
Ou eu vou à piscina ou eu vou à praia.

Ou eu lavo a louça, ou eu sujo a louça
Ou eu varro a casa ou eu lavo a roupa

Ou eu jogo volei, ou eu jogo bola
Ou eu fico em casa ou eu vou para escola

Ou eu fico acordado, ou eu vou dormir
Ou eu tomo banho ou fico assim

Ou eu almoço ou tomo café
Ou uso a mão ou uso o o pé

Ou eu tomo gelo ou eu tomo quente,
Ou eu viro católico ou eu viro crente

Ou eu atraso, ou eu adianto
Ou eu fico sentado ou eu levanto

Ou eu fico no claro, ou eu fico no escuro
Ou eu viro milionário, ou eu fico duro

Ou eu uso lápis, ou eu uso caneta
Ou azul, ou uso preta

Ou uso fichário ou uso mochila
Ou eu vou no meu avô, ou eu vou no meu tio.